Entre os dias 14 e 17 de agosto, foi realizado, em Brasília, o Encontro Nacional do Fórum Ecumênico ACT Brasil. Realizado no Instituto Bíblico de Brasília, contou com uma pauta bastante rica, incluindo temas como: redes ecumênicas; incidências; articulação entre FEACT e Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito; Plataforma dos Movimentos Sociais e Reforma Política; Debate “Deus e o diabo na política – Compaixão e ação profética”; sustentabilidade do movimento ecumênico, etc.

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A atividade reuniu organizações do movimento ecumênico brasileiro, igrejas e agências ecumênicas, entre elas, Aliança de Batistas do Brasil, Cebi, Cediter, Centro de Acolhida ao Imigrante, Centro de Direitos Humanos de Joinville, Cese, Ceseep, Christian Aid, Clai, CMI, Comin, CONIC, Diaconia, FLD, Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, HEKS, Koinonia, Pad, Reju, PROFEC, UNIPOP, Visão Mundial, além de representações da Comissão de Ecumenismo da CNBB, Igreja Metodista e Igreja Presbiteriana Unida.

Na avaliação de alguns participantes, o ponto alto do encontro foi, sem dúvidas, o seminário “Deus e o diabo na política - Compaixão como desafio profético”, que suscitou discussões acerca dos desafios colocados para o movimento ecumênico em tempos de intolerância. “Muitas vezes, a alienação religiosa torna-se alienação política, por isso, é necessário pensar e re-imaginar novas maneiras de testemunhar a fé”, declarou a secretária-geral do CONIC, Romi Bencke.

Outro momento importante foi a apresentação do historiador e pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, Joanildo Burity, que falou sobre os impactos das redes ecumênicas na sociedade. Burity chamou atenção para o fato de que “a presença ecumênica na sociedade é pouco estudada na academia brasileira”. Em sua análise, essa presença também “é pouco vista por causa da ação desinteressada do movimento, no sentido de não querer pleitear cargos políticos, mas de apenas marcar presença e atuação na sociedade a partir da identificação com o ecumenismo e a busca por justiça e paz”.

Planejamento

Ao longo desses dias, também foi realizado o planejamento da atuação do Fórum Ecumênico ACT Brasil para o próximo ano. O eixo orientador será “ecumenismo de direitos no contexto de crise na América Latina”. O ponto central do trabalho será o projeto “Migrantes e Refugiados - Desafios da Casa Comum”, que terá como objetivo a sensibilização de comunidades religiosas para a situação dos imigrantes e refugiados. Outra ação importante será a participação de representantes do FEACT no Fórum Alternativo Mundial da Água e no Fórum Social Mundial, ambos em março de 2018.