O relacionamento com o mundo budista possui um significado especial na história do diálogo vivida pelo Movimento dos Focolares. Ainda que a fundadora do Movimento, Chiara Lubich, já na década de sessenta, tivesse intuído a possibilidade de construir uma fraternidade autêntica com pessoas de religiões e culturas diferentes, foi somente em 1979 que ela conheceu um líder de outra religião, o reverendo Nikkyo Niwano, fundador da Rissho Kosei kai. Nasceu uma amizade fundamentada numa profunda estima recíproca. Em 1981, Niwano a convidou para ir à Tóquio e falar da sua experiência a 12 mil budistas. Um momento histórico, início de uma experiência de verdadeira fraternidade. É uma relação que já dura muitos anos.
 
Abriram-se depois caminhos para o conhecimento e a colaboração com outras entidades da corrente Mahayana, no Japão e em Taiwan. Foram inesquecíveis os encontros com o venerável Etai Yamada, da Escola Tendai. Chiara gostava de citar o lema do grande mestre Saicho: “Esquecer a si mesmo e servir os outros é o vértice do amor-compaixão”, palavras que foram citadas inclusive por João Paulo II, por ocasião do encontro com representantes de outras religiões em 1981, em Tóquio. Atualmente, existem relações frutuosas com a Escola Nichiren.
 
E também não faltaram contatos com budistas chineses do mosteiro Fo Guan Shan e do mosteiro Dharma Drum Mountain.
 
No decorrer dos anos também foram abertos contatos com o budismo Theravada. Graças a uma longa permanência na Mariápolis internacional de Loppiano, em Florença, Itália, dois monges tailandeses – Ajhan Thong e Phramaha Thongratana – tiveram um contato vital com os focolarinos. Retornando ao seu país, comunicaram as suas descobertas, convidando Chiara Lubich a dar o seu testemunho numa universidade budista e num templo, em Chiang Mai. O Grã Mestre Ajhan Thong, apresentando a fundadora dos Focolares, disse: “O sábio não é nem homem nem mulher. Quando acende-se uma luz na escuridão não se pergunta se foi um homem ou uma mulher que a acendeu. Chiara veio para doar-nos a sua luz”.
 
De 2004 até hoje foram feitos vários simpósios em prol do diálogo budista e cristão, reunindo participantes de países como Tailândia, Sri Lanka, Japão, Coreia, Taiwan, Inglaterra, Estados Unidos, Suíça, Áustria, Itália, entre outros. A variedade desses encontros não esteve só na proveniência geográfica, mas também nas realidades religiosas representadas. De fato, entre os budistas estavam presentes monges e leigos da tradição Theravada e da Mahayana, e, entre os cristãos, representantes da Igreja Católica, da Comunhão Anglicana e das Igrejas Reformadas.
 
Tais encontros têm ajudado, ao longo dos anos, a criar uma profunda confiança entre os participantes cristãos e budistas, permitindo que cada um deles conheça e compreenda as Escrituras – um do outro – com abertura e sem mal-entendidos.
 
Diálogo com outras religiões
 
Vale lembrar que o Movimento dos Focolares realiza encontros semelhantes com representantes e fiéis de diferentes religiões, incluindo hinduístas, muçulmanos, judeus, religiões tradicionais e, claro, com outros cristãos.
 
CONIC com informações dos Focolares
Foto: Divulgação (Chiara Lubich e Nikkyo Niwano)
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Em cada época da história, houve diversas relações entre os seres humanos de diferentes crenças. Podemos dividir estas relações em dois períodos, antes e depois do século XIX.
 
No período antes do século XIX, as religiões e os Estados tinham se unido. Portanto, as relações entre os Estados determinavam as relações entre as religiões, ou entre os religiosos, também. Assim como a realização de puro diálogo inter-religioso era difícil por causa das relações interestatais que se referiam aos benefícios dos Estados.
 
Os Estados se beneficiavam das religiões e atribuíam aspectos sagrados a suas guerras, para justificá-las. Assim, as religiões se tornaram fonte de motivação para os povos que batalhavam uns com os outros, ou seja, uma das mais importantes dinâmicas das guerras.      
 
Após o descobrimento da América, indivíduos de diversas crenças e culturas imigraram para esse novo continente. Para muitas que lá chegaram, a liberdade religiosa era um pilar essencial, por terem sido perseguidos em seus próprios países. Essa procura de viver a fé livremente tornou inevitável o diálogo entre seguidores de diferentes religiões. Por esta razão, a partir do século XIX muitas fundações de diálogo inter-religioso foram inauguradas nos Estados Unidos. Assim, pela primeira vez no mundo, os valores fundamentais de um país foram formulados em torno do princípio da convivência das diferentes religiões e culturas.
 
Nos últimos 150 anos, desconsiderando alguns casos particulares, muitos países adotaram o laicismo e o secularismo. Os religiosos começaram a se manifestar e viver sua fé livre da pressão estatal. Esta transformação livrou as religiões de serem motivos de guerras sagradas. Bem como ofereceu aos religiosos a oportunidade de mostrar a força da fé para a construção da paz permanente.
 
O diálogo inter-religioso é um dos elementos fundamentais mais efetivos para suprir a busca da humanidade pela paz, justiça e proteção dos direitos humanos. De fato, a fé é uma força muito influente sobre seres humanos e, por meio dela, pode-se adquirir resultados positivos pelo bem dos valores comuns da humanidade.  
 
Por esta razão, vamos responder às questões de “O que o diálogo é? ” e “O que não é?”, começando por “O que não é o diálogo?”
 
a) O diálogo não é missão de divulgar ou converter outros a sua religião.
b) Da mesma forma, o diálogo não é um processo longo de divulgação de religião, que requererá paciência e reverência, para vencer como um ganho religioso.
c) E, por último, o diálogo não é um processo de aproximar as religiões e fundar outra religião.       
 
O diálogo inter-religioso é um trabalho para representantes de diferentes religiões se conhecerem e entenderem uns aos outros. Nesse diálogo, as conversas cara a cara são de plena importância. O Islã teve seu início há apenas 1400 anos. As religiões como Cristianismo, Judaísmo, Budismo, entre outras, têm uma história bem mais antiga. Durante esta história antiga, muitos receios e preconceitos foram criados, referindo-se a diversas ocorrências tanto positivas quanto negativas. Portanto, vencer esses receios e preconceitos e conhecer os outros, de maneira real, é possível apenas por meio de conversas e encontros cara a cara e, sem dúvida, com trabalhos sinceramente realizados.
 
No processo de diálogo, aceitar o outro da maneira como ele é, e respeitá-lo são pontos muito importantes. O livro sagrado do Islã, o Corão, aponta a importância de as diversidades se conhecerem. Os indivíduos se conhecem melhor enquanto interagem com outros. Assim como os religiosos conhecem sua fé, de melhor maneira, enquanto aprendem a religião e a fé dos outros.
 
Aqueles que trabalham com o diálogo observam que as religiões têm pontos em comum, em seus fundamentos, bem como têm diferenças. E isso, depois de um processo de conhecimento e confiança, abre caminhos para criar projetos de combate aos problemas como terrorismo, desigualdade e uso de drogas, entre outros. A globalização tornou inevitável nos apresentarmos corretamente. A maneira de conseguir isso está ligada ao conhecimento correto dos outros.
 
Fonte: Carta Capital
Foto: Grafite do artista Bueno Caos
(a figura mostra a boa vontade de dois religiosos em conhecer a fé um do outro)
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No mês de agosto, uma delegação da Igreja Sírian Ortodoxa de Antioquia (ISOA), que integra o CONIC, percorreu o interior da Síria para participar de atividades com o clero local e os fiéis das arquidioceses de Kamichle, Jazirah e Eufrates. 
 
Na oportunidade, o Moran Mor Ignatius Afrem II, patriarca da Igreja, celebrou uma missa na catedral de São Jorge, em Hassakeh, quando entronizou Mor Maurice Amsih na qualidade de arcebispo da arquidiocese de Jazirah e Eufrates.
 
Participaram da missa Mor Justinos Boulos Safar, bispo-vigário patriarcal de Zahle e Beka, no Líbano; Mor Timotheos Matta Khouri, bispo-vigário patriarcal da arquidiocese de Damasco; Mor Timotheos Matthew, bispo-secretário patriarcal da Índia; todo o clero da arquidiocese de Jazirah e Eufrates, a comunidade de fiéis, além de autoridades locais.
 
 
Com informações da ISOA
Fotos: ISOA
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Alternativa mais viável para produzir alimentos livres de agrotóxicos e transgênicos para todos dentro de uma perspectiva de proteção ao meio ambiente e criação de emprego e renda para pequenos agricultores, a ciência agroecológica é ignorada pelos meios de comunicação. O agronegócio, baseado na monocultura em grandes extensões de terra, com uso intensivo de insumos químicos e biotecnológicos, tem 95% do espaço nos meios de comunicação. Já a agroecologia fica com apenas 5%.
 
Os dados são da pesquisa 'A Agroecologia e a Mídia', realizada na pós-graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Depois de ter constatado que o tema é abordado principalmente em sites de organizações dedicadas ao estudo da agroecologia, a pesquisadora Raquel Lucena de Paiva analisou oito sites jornalísticos de maior representatividade ou audiência e outros com perfil que ela considera “contra-hegemônico”. O recorte teve como objetivo analisar os veículos que não segmentados por tema, para observar a representação da agroecologia junto ao público não especializado ou envolvido com o assunto.
 
Raquel pesquisou sites do Brasil de Fato, Carta Maior, Rede Brasil Atual (RBA), Século Diário, Folha de S.Paulo, O Globo, Gazeta Online e Estado de Minas.
 
“Ao comparar a frequência com que as palavras ‘agroecologia’ e ‘agronegócio’ foram citadas nos sites pesquisados, verifiquei que, do total aferido, 95% das matérias foram relativas ao agronegócio e apenas 5% à agroecologia”, disse.
 
De acordo com ela, que tem graduação em Jornalismo, o chamado jornalismo hegemônico dá voz aos agentes institucionais ligados aos governos, empresas e universidades, enquanto as fontes populares se fazem presentes em ações dispersas, dissociadas de movimentos sociais.
 
“As disputas relacionadas à ocupação do território agrícola ocorrem em diversas arenas, entre elas, as disputas discursivas observadas na mídia. A análise da representação da agroecologia pela mídia tem revelado que, ao lado da relativa invisibilidade, o tema ainda é tratado como alternativo e até exótico. A gente percebe também a subordinação do conceito à dimensão econômica”, disse Raquel.
 
Os veículos que mais produzem conteúdo sobre o tema, por ordem, são Brasil de Fato, Carta Maior, Rede Brasil Atual (RBA) e Século Diário, do Espírito Santo. Nos dois primeiros, predominam artigos assinados por estudiosos e militantes no tema. No quesito reportagens, o destaque ficou para a RBA.
 
Para a pesquisadora, a ação em rede entre os produtores de conteúdo positivo para o movimento agroecológico e o jornalismo contra-hegemônico, como o exercido pela RBA, têm contribuído para a propagação de conceitos “fora da bolha” de informações compostas por adeptos da agroecologia.
 
Raquel, que vai continuar a pesquisa, apresentou seu trabalho nesta terça-feira (12), numa agenda de múltiplos eventos em sua área, que reúne em Brasília, de hoje a sexta-feira, o 6º Congresso Latino-americano de Agroecologia, o 10º Congresso Brasileiro de Agroecologia e o 5º Seminário de Agroecologia do Distrito Federal e Entorno.
 
Na solenidade de abertura, pela manhã, a agroecologia foi destacada como alternativa para produção de alimentos limpos para todos em uma perspectiva ambiental e de promoção da cidadania, mas também como espaço de resistência ao avanço de políticas que retiram os direitos dos trabalhadores e de populações tradicionais. O desafio é chegar ao grande público consumidor alcançado pelas mídias comerciais.
 
Fonte: Rede Brasil Atual
Foto: MDA
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No dia 27 de setembro, às 15h, a Cáritas Brasileira lança, no alto do Corcovado, a campanha mundial “Compartilhe a Viagem”, dedicada à sensibilização e à informação sobre imigração e refúgio. O Cristo Redentor, que sempre recebe a todos de braços abertos, foi escolhido para ser o embaixador da campanha por ser um ícone do acolhimento, já que a proposta para a mobilização social tem o objetivo de promover a cultura do encontro, para abrir espaços e oportunidades aos imigrantes junto às comunidades locais.
 
Segundo dom João José Costa, arcebispo de Aracaju (SE) e presidente da Cáritas Brasileira, o desejo é que em cada diocese, paróquia, comunidade, possa acontecer um momento de mobilização, de comunicação sobre o início da campanha. “Animamos à todos/as vocês a realizarem juntamente com as organizações parceiras, no dia 27 de setembro ou até o mês de dezembro de 2017, algum momento de lançamento da campanha na sua paróquia ou diocese”, diz o bispo em carta de lançamento da Campanha.
 
Com a iniciativa, a Cáritas deseja que essas pessoas se conheçam, troquem experiências, multipliquem saberes e compartilhem a vida de forma positiva. O Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), membros da Cáritas Brasileira e de entidades que atuam junto a imigrantes e refugiados são presenças confirmadas para a ocasião.
 
A campanha será lançada também pelo Papa Francisco, hoje pela manhã, durante a tradicional audiência geral de quarta-feira, quando o pontífice vai acolher imigrantes e ouvir suas histórias de vida. O Papa Francisco vem sendo o grande promotor da cultura do encontro, abraçada pela campanha.
 
Ele, que já havia expressado que considera a imigração forçada uma “tragédia humana”, nos ensina que “os imigrantes são nossos irmãos e irmãs em busca de uma vida melhor, longe da pobreza, da fome, da exploração e da injusta distribuição dos recursos do planeta, que devem ser compartilhados equitativamente por todos”.
 
Imigração e refúgio
 
É fato que existe uma crise migratória provocada pelas conjunturas política, econômica, social ou causada pelos fenômenos climáticos. É preciso dar um basta às diversas formas de violação dos direitos humanos que os imigrantes e refugiados sofrem.
 
Atualmente cerca de 230 milhões de pessoas atualmente vivem fora dos seus países de origem (migrantes internacionais). Segundo publicação do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), no primeiro semestre de 2016, 3,2 milhões de pessoas foram forçadas a sair de seus locais de residência devido a conflitos ou a perseguições, das quais 1,5 milhão são refugiadas ou solicitantes de refúgio.
 
No Brasil, 9.552 pessoas, de 82 nacionalidades, já tiveram sua condição de refugiadas reconhecida. Desde o início do conflito na Síria, 3.772 pessoas desse país solicitaram refúgio em nosso País. Nos últimos meses há também um crescente número de solicitação de refúgio por cidadãos da Venezuela: apenas em 2016, 3.375 venezuelanos solicitaram refúgio no Brasil, número que representa cerca de 33% das solicitações registradas no País no ano passado.
 
Para ajudar a impulsionar a campanha nas redes sociais basta o registro em foto de um gesto simbólico: braços abertos, como o Cristo Redentor, em sinal de acolhida aos imigrantes. A imagem deverá ser publicada no Facebook, no Twitter ou no Instagram, com as hashtags #sharejourney e #compartilheaviagem.
 
Sobre a Cáritas Brasileira
 
Com 60 anos de história no país, a Cáritas Brasileira é um organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que atua como uma rede solidária com mais de 15 mil agentes espalhados por todo o território nacional. É uma das 164 organizações membro da Rede Cáritas Internacional presentes no mundo.
 
Acesse aqui o Guia e outros materiais de divulgação da Campanha: www.caritas.org.br
 
Para mais informações, contate a assessoria de comunicação da Cáritas:
Jucelene Rocha – E-mail: comunicacao@caritas.org.br – Fone: (11) 98694-1616 / (61) 3322-0166)
 
Fonte: CNBB
Imagem: Divulgação
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O rabino Alon Goshen-Gottstein, fundador do Elijah Interfaith Institute e entusiasta do diálogo inter-religioso, propôs que judeus de todo mundo fizessem orações, na noite de Rosh Hashaná, ano novo judaico, em prol do povo Rohingya. A celebração judaica foi celebrada na última quarta-feira, 20 de agosto.
 
“Na noite de Rosh Hashaná”, afirmou o rabino, “oferecerei uma oração para tratar da mais recente crise causada pela falta de compaixão. Lembrarei um dos povos mais perseguidos da Terra. Não possuem um país para chamar de seu. Não podem viajar livremente, nem conseguem empregos. Agora, estão encarando uma perseguição tamanha que vem sendo descrita pelas organizações internacionais como ‘limpeza étnica’, muito próximo de um genocídio. Estou falando do povo Rohingya”.
 
“As semelhanças com a história judaica são evidentes. Em tempos em que rezamos para que a sabedora e a compaixão divinas espalhem-se pelo mundo, lembrar o destino de um povo que sofre muito daquilo que já sofremos é mais do que necessário. Oferecer-lhe orações é o mínimo que podemos fazer, enquanto rezamos para curar o mundo inteiro”, concluiu Gottstein. 
 
Leia a prece no Times of Israel.
 
Com informações da CONIB (Confederação Israelita do Brasil)
Foto: Christophe Archambault / AFP
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“As tragédias da história judaica ensinaram aos cristãos os perigos da hostilidade contra quem consideramos diferente, enquanto a Sagrada Escritura comum de judeus e cristãos fala muitas vezes e de forma eloquente do amor de Deus e da proteção ao estrangeiro.”
 
É o que escreve o secretário-geral do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), Rev. Olav Fykse Tveit, na mensagem para a festa de Rosh Hashanah, ano novo judeu, que teve início, nesta quarta-feira (20/09), e se concluirá nesta sexta, 22.
 
Segundo o jornal da Santa Sé, L'Osservatore Romano, o texto ressalta que essa festa caiu num momento difícil para a paz e a convivência entre os povos. 
 
Está em andamento a ‘Semana Mundial da Paz’ promovida pelo CMI e o Rev. Tveit fez um convite em prol da colaboração entre judeus e cristãos para a paz na Palestina e Israel. 
 
A iniciativa do CMI vive, nesta quinta-feira (21/09), o seu momento central com a celebração do Dia mundial de oração pela paz. 
 
O evento solicita as instituições religiosas e homens de fé a promoverem gestos, orações e atividades em todo o mundo por uma solução pacífica do conflito israelense-palestino, convencidos de que reacender e alimentar o fogo da esperança por uma convivência pacífica e reconciliada na Terra Santa é sempre possível.
 
“A Semana Mundial da Paz é uma ocasião para recordar ao mundo o conflito ainda sem solução entre Palestina e Israel, e manifestar solidariedade às pessoas em busca da paz.” 
 
Dentre as iniciativas programas para a Semana Mundial da Paz que se concluirá no próximo domingo, 24, a abertura da mostra “Doze rostos de esperança”, no Centro Ecumênico de Genebra. A exposição recolhe testemunhos de pessoas que sofrem cotidianamente as consequências da experiência dramática do conflito. 
 
A mostra, que também faz parte de uma campanha pela paz e a justiça na Terra Santa lançada pelo CMI nas redes sociais, foi realizada, em Beit Sahour, na Palestina, em junho passado, por ocasião de um encontro que reuniu dezenas de líderes cristãos e representantes de organizações religiosas comprometidas com a paz. 
 
“Este ano, oferece uma série de oportunidades para evidenciar a situação trágica na Terra Santa e conscientizar a opinião pública sobre as injustiças e sofrimentos que as pessoas sofreram durante esses cinquenta anos”, disse a responsável pelas comunicações do CMI, Marianne Ejdersten.
 
“Poder ouvir expressões de esperança da parte de pessoas que vivem na própria pele o conflito é mais um incentivo a não resignar-se à guerra. Nesse sentido, a mostra se insere na peregrinação pela justiça e a paz, promovida pelo CMI”, ressaltou ela. 
 
A situação dramática e ainda sem solução do conflito que envolve os povos da Terra Santa foi também o cerne de um documento redigido, em junho passado, pelo comitê executivo do CMI há cinquenta anos da “Guerra dos seis dias”. O texto lamenta o falimento contínuo das partes na busca de uma paz justa.
 
Fonte: Rádio Vaticano
Foto: Antony McAulay / Shutterstock
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Recém-chegados à Alemanha, sobretudo de Irã e Afeganistão, estão se convertendo do islã ao cristianismo, apesar dos riscos de virarem párias entre compatriotas. Conversão pode ser meio de evitar deportação.
 
Gottfried Martens, pastor da Igreja Protestante da Trindade em Berlim, já batizou 1.200 refugiados. Ele começou em 2008 com dois iranianos, que depois levaram um conhecido para também ser batizado. Ao longo dos anos, mais e mais imigrantes expressaram o desejo de mudar de religião.
 
Hoje, a congregação de Martens é bem conhecida em Berlim: centenas comparecem aos sermões, dados em alemão e persa. Os convertidos iranianos e afegãos são originalmente da fé islâmica. Muitos deles são recém-chegados que foram apresentados à congregação por outros cristãos convertidos.
 
"Muitos também estavam em congregações domiciliares privadas no Irã ou foram tocados pela fé cristã durante seu trajeto de fuga", conta Martens. "Tivemos que nos mudar para outra igreja, porque não havia espaço suficiente. O ponto alto foi quando a rota dos Bálcãs foi fechada."
 
Durante o auge da crise dos refugiados, no início de 2016, havia cerca de 250 participantes em cursos de pré-batismo na Igreja da Trindade. Geralmente, o pastor ensina somente a cerca de 30 pessoas por curso.
 
Certificado em três meses
 
Todos que Martens batizou são refugiados que falam persa ou algum dialeto da língua. "Para essas pessoas é muito importante que nossa congregação seja bilíngue", explica. Alguns deles estão à espera de uma decisão em seus processos de permanência na Alemanha, enquanto outros tiveram seus pedidos de refúgio rejeitados.
 
Eles passam três meses nos cursos preparatórios e, em seguida, passam por um teste no qual precisam dizer a Martens suas razões pessoais por trás da conversão. "Houve cerca de 300 pessoas que tivemos que rejeitar", disse.
 
A maioria dos membros convertidos da congregação vive em acomodações de refugiados. "Eles contam a outras pessoas de seus países sobre a congregação e, em seguida, novas pessoas chegam", lembra o pastor, para quem os refugiados são uma bênção. "Depois de tudo o que passaram, estou muito grato por eles confiarem em Deus e se juntarem à nossa congregação."
 
As chamadas igrejas nacionais, que incluem as igrejas católicas romanas e protestantes na Alemanha, também estão registrando um grande número de batismos. Embora as conversões não sejam registradas separadamente, "houve nos últimos anos um notável aumento nos batismos de refugiados", diz Carsten Split, da Igreja Evangélica na Alemanha (EKD).
 
O número de batismos protestantes de pessoas com mais de 14 anos aumentou de cerca de 17 mil em 2014 para 178.408 em 2015. O número de batismos em igrejas organizadas independentemente, como a Igreja da Trindade, não é registrado. A congregação pentecostal persa Alfa e Ômega em Hamburgo também é muito popular entre refugiados de origem iraniana e afegã. No dia da Ascensão do ano passado, o pastor Albert Babajan realizou um batismo público em massa de 80 refugiados no parque da cidade.
 
Riscos da conversão
 
A conversão em si, no entanto, traz muitos riscos. Os convertidos ao cristianismo estão expostos a hostilidades – no Irã e no Afeganistão enfrentam perseguição religiosa. Em alguns casos, eles podem ser punidos com a pena de morte. Nos últimos anos tem havido mais e mais relatos sobre convertidos sendo atacados na Alemanha. O pastor Martens diz que os convertidos já não podem viver em seus abrigos sem serem incomodados por outros.
 
"Atualmente, temos cinco pessoas que foram atacadas. Uma perdeu alguns dentes, e outra tem uma ferida que teve de ser suturada", afirma. As autoridades, de acordo com Martens, não reagiram. Ele diz que a maioria dos seguranças está do lado dos agressores, e mesmo que a polícia esteja envolvida "ela não olha a questão a fundo".
 
Alguns convertidos, afirma o pastor, saem escondidos das casas de refugiados para assistir aos cultos da igreja e escondem seus colares cristãos que receberam após o batismo. Um refugiado convertido que foi atacado e apresentou uma queixa, em seguida, recebeu dez queixas de outros moradores alegando que ele agrediu mulheres muçulmanas. As denúncias foram inventadas e serviram como uma forma de intimidá-lo.
 
A agressão contra convertidos não é algo novo, confirma o pastor, mas se tornou corriqueiro. Os ataques são realizados em parte por pessoas da mesma nacionalidade dos convertidos, mas também por "muçulmanos radicais de diferentes países". Embora ele saiba que a mudança de fé representa um perigo para os imigrantes, Martens segue com os batismos, assim como muitas outras igrejas na Alemanha.
 
Na imprensa alemã, há relatos de missionários promovendo conversões – inclusive dentro de apartamentos – como uma forma de os refugiados obterem melhores chances de ficar na Alemanha.
 
De acordo com a agência migratória alemã (Bamf), quando a conversão pode levar o refugiado a ser perseguido em seu país de origem, o caso tem de ser examinado mais a fundo.
 
"A conversão de um requerente de refúgio será considerada no pedido se for crível", disse o Bamf ao portal alemão Spiegel Online. As autoridades responsáveis no processo de permanência no país têm de julgar se a mudança de fé foi devido a convicções reais ou se foi feita por razões táticas. Alguns dos batizados pelo pastor Martens foram deportados.
 
Fonte: Deutsche Welle
Foto: Reprodução
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Durante as primeiras visitas, a delegação observou altos níveis de poluição agroquímica, diminuição dos recursos naturais, bem como impacto significativo sobre a saúde das comunidades tradicionais, resultado do monocultivo da soja.
 
A Caravana Matopiba, composta por especialistas em direitos humanos e desenvolvimento econômico e rural, avaliou que a grilagem de terras e a expansão das monoculturas de soja deixam um rastro de devastação ambiental generalizada, além de inúmeros impactos sociais nas comunidades da região.
 
Em todas as visitas, realizadas no período entre 6 a 11 de setembro, a Caravana testemunhou como o ambiente está danificado e o direito à alimentação, água e saúde das comunidades estão em risco.
 
A Caravana tem como objetivos verificar in loco os indícios de grilagem de terras por empresas nacionais e estrangeiras verificados em pesquisas prévias e as consequentes violações de direitos humanos decorrentes dessas grilagens. Um relatório preliminar com as recomendações serão partilhadas com as autoridades brasileiras, seguido por um relatório final até o final de 2017.
 
As histórias gravadas pela delegação nas comunidades de Melancias, Baixão Fechado, Sete Lagoas, Brejo das Meninas, Santa Fé, localizadas na região sul do estado do Piauí, são semelhantes. Os moradores sofrem com a diminuição do acesso à água, resultado do desmatamento e altos níveis de poluição por agrotóxicos que causam problemas graves de saúde. Segundo os relatos, o problema é desencadeado pela invasão de terras tradicionais por empresas, que não só muitas vezes falsificam títulos de terra, mas também são cúmplices de ameaças e intimidação contra as comunidades.
 
Líder da comunidade Melancias, o Sr. Juarez, disse aos observadores que os agrotóxicos usados nas plantações vão diretamente para o rio durante a estação chuvosa, o que torna impossível para eles usarem a água. Outra forma de contaminação por agrotóxicos relatada por Juarez vem por meio da pulverização de plantações com o uso de aviões. “Os agrotóxicos são trazidos para a comunidade pelo vento”. Todos este fatores, em conjunto com a seca recorrente, está levando ao agravamento das colheitas locais.
 
“Como plantar e colher se não tem água?”, relata uma das mulheres da comunidade de Brejo das Meninas, que prefere não ser identificada.
 
Intimidações
 
Um dos destaques da delegação internacional, é de que a presença de grandes produtores, grileiros e milícias pode ser sentida em toda a região. Os membros da comunidade são constantemente intimidados e forçados a deixar suas terras, que são vendidas por preços muito baixos. Um grande número de famílias locais acabam de se mudar para as favelas das grandes cidades onde eles são obrigados a viver à margem da sociedade. A delegação se deparou com o caso da comunidade de Sete Lagoas, que recentemente relatou 10 casos de intimidação contra uma empresa que organiza a ‘segurança’ para os grileiros. Apesar de uma decisão judicial em favor dos moradores, as ameaças continuam.
 
Audiências Públicas
 
Os depoimentos das comunidades e as observações e recomendações da Caravana Matopiba serão o tema de audiências públicas em Bom Jesus (PI), Teresina (PI)  e Brasília, realizadas nos dias 11, 13 e 14 de setembro, respectivamente. As audiências são realizadas em parceria com o Ministério Público Federal.
 
Fonte Fian
Foto: Rosilene Miliotti / FASE

 
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Milhares de pessoas participaram no último domingo (17) de um ato contra a intolerância religiosa, na Praia de Copacabana, na zona Sul da cidade no Rio de Janeiro. O ato, organizado pelas organizações não governamentais Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (Ceap), reuniu principalmente fiéis de religiões de matriz afro-brasileira, mas também representantes de igrejas cristãs, da comunidade judaica e de diferentes religiões (fé bahá'í, wicca, islamismo, espiritismo, budismo, hinduísmo, hare krishna, entre outras).
 
Esta foi a décima edição da Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, realizada poucos dias depois da divulgação de vídeos em que aparecem criminosos, supostamente cristãos, ameaçando lideranças de religiões afro-brasileiras e obrigando-os a destruir seus terreiros, localizados em comunidades carentes do Rio de Janeiro.
 
O babalawô Ivanir dos Santos lembrou que a primeira caminhada, em 2008, foi realizada justamente por causa de um episódio em que traficantes ameaçavam os terreiros em favelas controladas por eles.
 
“Nesse período, o que houve foi uma omissão [das autoridades]. Não houve nenhuma investigação para prender os responsáveis. Mas o importante é que a manifestação traz muita indignação, mas estamos pedindo paz. Somos um povo de paz, apesar de sermos agredidos nas ruas, nossas casas serem queimadas, nosso sagrado ser destruído, tudo o que pedimos é paz”, disse o líder religioso.
 
Para a pastora luterana luterana Lusmarina Campos, a atitude de cristãos que agridem ou ameaçam outras religiões não é cristã. “Essa não é a perspectiva de Cristo. Não é a perspectiva dos evangelhos. Jesus diz que temos que aprender a amar uns aos outros. A lei maior do Cristo é a lei do amor”, lembrou a pastora.
 
O secretário nacional de Políticas de Igualdade Racial, Juvenal Araújo, informou que o governo federal está acompanhando de perto os desdobramentos desses recentes casos de intolerância religiosa. Desde a última sexta-feira (15), ele se reuniu com o procurador-geral de Justiça do Rio, José Eduardo Gussem, e com representantes das secretarias estaduais de Segurança e Direitos Humanos.
 
Com informações da Agência Brasil
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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